domingo, 29 de março de 2009

Historinhas do Rock .

Se você é sensível, tem o estômago fraco, ou coisa do tipo, aconselho a pular algumas partes das seguintes historinhas envolvendo roqueiros famosos.

:)

Gastronomia Estranha

Em 1981, num dos shows da turnê Diary of a Madman, Ozzy Osbourne decapitou um morcego que foi jogado ao palco achando que era um brinquedo (!).

No ano seguinte o músico faria pior ao levar duas pombas a uma reunião de sua gravadora. Uma seria solta pela janela, a outra teve sua cabeça mordida e arrancada por Ozzy!

Frank_Zappa

Frank Zappa sentado no trono

Segundo a lenda, diz-se por aí que Frank Zappa teria comido as próprias fezes num show. Apesar de desmentir isso em sua biografia, circulam várias versões a respeito dessa suposta farra coprofágica. Inclusive uma delas diz que foi na verdade uma grande disputa (muito nojenta, diga-se de passagem) entre Zappa e o “mítico” Alice Cooper para ver qual era o mais “comilão”... (Blargh!).

Elvis e as fronteiras

parker_elvis

Elvis e "Coronel" Parker.

Sabia que Elvis Presley nunca se apresentou fora dos EUA?

Isso se deve ao fato de que seu empresário, que respondia pela alcunha de Cel. Tom Parker, era na verdade um holandês clandestino, que por sinal, de militar não tinha nada. Como era ele quem controlava tudo na carreira do rei e sempre estava a seu lado, Elvis nunca poderia viajar para outros países. Uma vez que se arriscar pelas fronteiras não será algo muito seguro para o “Coronel”.

Hey, Jules! E não Jude!

Sim. Na verdade, Hey Jules foi o título original da famosa balada Hey, Jude.

McCartney compôs a música para consolar Julian, filho de John, após seus pais se divorciarem.

Provavelmente o nome da música foi mudado quando a música foi lançada para não expor ainda mais Jules àquele conturbado processo de divórcio. Lennon já estava de caso a algum tempo com a artista japonesa Yoko Ono. Um belo dia, sai às claras com ela, sem se importar com sua esposa, Cinthia.

Foi a gota d’água. Cinthia, logo pediria o divórcio. E enfim, Lennon entraria ainda mais de cara no romance que juntamente com outras tensões entre os membros da banda, catalisaria a separação dos Beatles.

Mortes Bizarras

Clarence White, guitarrista dos Byrds morreu atropelado por um caminhão em 1973... Tá! E daí? A parte tragicômica é que a banda teria lançado dois anos antes uma canção satirizando os caminhoneiros!

John Bonham, o lendário baterista do Led Zeppelin (o mesmo o qual era atribuída a participação numa famosa orgia envolvendo uma mulher, um diretor da banda e um peixe anos atrás) morreu em 1980 após beber 40 copos de suco de laranja com vodka.

john_bonham2

John Bonham: Bebia pouco...

Seria mais sinistro o caso dos integrantes do Lynyrd Skynird? Eles haviam lançado recentemente um álbum com os membros da banda envoltos em chamas infernais.

O que houve com eles?

Se acidentaram num desastre aéreo! No qual três dos músicos morreram pela queda e calcinados pelo fogo.

Barbie,é o c@r@£#*!

DeeSnider

Dee Snider defendendo o rock.

Falem o que quiserem do Twisted Sister! Que parecem mulherzinhas, que são bizarros ou que são as Barbies do Metal (palavras que um amigo disse esse dia...).

Mas o fato é que Dee Snider, o vocalista da banda, foi o cara que defendeu o Rock’n’Roll no “tribunal”.

Em 1984, o senado estadunidense juntamente com um conselho de pais, se mobilizou contra algumas músicas que consideravam indecentes. Snider foi então chamado para dar seu depoimento frente a frente ao casal Tipper e Al Gore e os demais senadores e pais que compunham a comissão.

E então ele aceitou e foi! E foi vestido praticamente da mesma forma que se produzia para os shows, inclusive com um bocado de maquiagem.

Uma das melhores passagens do ‘julgamento do rock” foi a que conto seguir.

Após o conselho ter lançado a suposição de que “Under to Blade” seria uma música sobre sadomasoquismo, Snider refuta essa acusação. Diz que na verdade se tratava da cirurgia de garganta de um dos membros da banda. E ainda conclui, mais ou menos nessas palavras: “A música mexe com a imaginação das pessoas e as faz pensar o que quiserem. A Sra. Gore procurou sadomasoquismo na música e o encontrou. Quem procurar referências cirúrgicas também irá encontrá-las”. O que deixou o senador Al Gore, futuro vice-presidente dos EUA, verdadeiramente colérico, segundo o próprio Snider...

O vídeo a seguir é uma representação cênica do "tribunal" que, no entanto, tenta reproduzir fielmente as palavras dos integrantes do conselho e do próprio Snider. Inclusive, ele próprio faz o seu papel ali.


Fontes: Coleção 100 Respostas – Ed. Abril – Novembro / 2005.

Revista Superinteressante – N.º 4 – Ed. Abril

Biografia John Lennon – Coleção Gente do Século – Ed. Três – 1999.

Documentário Metal – A Headbanger’s Journey – 2005.

Novo blog: Lado B de Um Disco Trash. Visitem!

Olá, galerinha que aparece sempre por aqui.

Desculpem o fato de que eu andei meio sumido durante esta semana. Porém, creio que foi por um motivo justificável.

Estava desenvolvendo juntamente um novo blog, com alguns amigos meus. ^^

Evidentemente, isso não significa que vocês se livraram de mim aqui no Soluço. Apenas vão ter que me aturar duplamente.  o.O

O que vai acabar compensando é que lá tem uma galera realmente boa e que tenho fé que vai postar muita coisa lá ainda. Para quem se interessar visite e confira o nosso trabalho ainda iniciante, mas com muita vontade de fazer algo legal.

O nome do blog é: Lado B de um Disco Trash. E a proposta é abordar vários temas, de cultura à política, sempre de maneira crítica, sem no entanto apelar para o pseudo-intelectualismo e também lançarmos mão do bom humor sempre que possível.

 

 

E quem vai colaborar comigo lá é a seguinte galera: Erick Delemon, Flávio Pequi, Giovanna Giannattasio, Pedro Benetti e o Rafael Girino.

Visitem se possível. E espero que curtam.

Abraços .

P.S.: Não postei a Velharia desta semana ainda, mas logo, logo darei um jeito de compensar a falta dela. Ahh, também darei um jeito de regularizar ainda nestes dias as visitas nos blogs amigos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Raça ?

Créditos pela Imagem: Carf

Créditos pela Imagem: Carf

Ultimamente tenho visto por aí em vários veículos de comunicação (blogs, revistas, jornais, etc.) uma série de artigos que versam (em maior ou menor grau) sobre o racismo no Brasil. Isso na maior parte das vezes se deve à questão das cotas para negros e pardos, que há muito tempo gera polêmica entre os brasileiros.

Porém, não é sobre as cotas que quero falar. Já há uma ampla discussão a respeito delas. O que considero ser um verdadeiro problema são as constantes afirmações de que nosso país não é racista, o que é um contrasenso diante à realidade.

Antes que alguém venha me apedrejar, destaco que não defendo o racismo e sou contrário ao próprio conceito de raça. Afinal, nada mais é do que uma formulação utilizada para justificar uma suposta supremacia do homem branco em relação a outras “raças”. Qualquer um com um mínimo conhecimento histórico pode verificar que essas diferenciações raciais sempre se deram com oportunismos bem claros. Seja, nos tempos da exploração colonial baseada no trabalho escravo, seja nos tempos atuais, que grupos motivados pelo principalmente pelo ódio e o ultra-nacionalismo, a despeito de todas as atrocidades propagadas pelo fascismo e nazismo na Segunda Guerra, ainda pregam a exclusão e até a dizimação do outro, daqueles que não consideram como integrantes dos seus.

O problema do racismo em nosso país também já vem de outros carnavais. Como citei acima é resquício da escravidão e de um projeto(?) abolicionista que não propiciou a integração social desses indivíduos, além da construção de uma cultura que enxerga o afrodescendente como inferior ao mesmo tempo em que foram articuladas fórmulas que tentam ocultar isso.

O que ocorre em relação a este último fator é que ele se manifesta de uma maneira muitas vezes imperceptível e camuflada sobre uma imagética que versa que o Brasil é um país livre de preconceitos. Aliás, isso é próprio de uma nação em que aqueles que estão no poder (políticos e grandes empresários) sempre forjaram ideias como tais e que se perpetuam na própria maneira que nos vemos, por mais deturpado que isso ocorra.

Provas muito claras de que realmente há um grande preconceito racial no Brasil e no mundo, vão de exemplos mais corriqueiros, como as muitas piadinhas de mau gosto sobre negros, ou até coisas mais amplas, como o próprio conceito comum do que seria belo, que de fato é “branco” (já reparou que até mesmo as mulheres negras, orientais e indígenas consideradas belas são as que têm traços mais “ocidentalizados”?).

Ocorre ainda que as pessoas parecem estar fechando os olhos para isso. Apenas enxergam o lado, que é verdadeiro, diga-se de passagem, que os negros e outros grupos excluídos têm a mesma capacidade individual que os brancos. Porém, a verdade é que o preconceito existe sim, por mais que tentem ocultá-lo e influencia bastante nas oportunidades das pessoas de cor em alcançarem uma melhoria social para si próprias. É a realidade do capitalismo, do mercado e do neoliberalismo: prega-se a possibilidade de ascensão social, mas não há uma verdadeira igualdade de oportunidades.

Ou seja, tomando um exemplo mais concreto: um filho de um empresário milionário vai concorrer com você a uma vaga num vestibular ou concurso qualquer. Ele teve a oportunidade de cursar as melhores escolas particulares, estudou cinco idiomas e conhece cinquenta países. Já você, estudou numa escola pública e teve que trabalhar para ajudar no sustento de sua família. Obviamente você não teve as mesmas condições que ele.

Vai me dizer que isso é apenas culpa sua? Que a sociedade não lhe impôs restrições para que atingisse seus sonhos e objetivos? Tenho certeza que muitos vão dizer que o fracasso é apenas seu. Que o sistema nada tem a ver... E você o que me diz?

Não é coincidência que a grande maioria dos pobres seja composta por negros e pardos. E isso é um problema sério, pois não abarca apenas o social, mas também a própria cultura. Problemas sociais facilmente são resolvidos quando bem trabalhados pelos governos, porém questões culturais são, evidentemente, mais complexas e intricadas para se estabelecer alguma resolução. Por exemplo: Tiram-se negros da pobreza através de políticas de afirmação social, porém como eliminar a visão de mundo hegemônica da sociedade que o julga tantas vezes como inferior?

É preciso mudar isso! Mais do que já!

Porém, isso só será possível a partir do momento em que nós mesmos reconhecermos que existe esse preconceito velado, oculto e que se manifesta inconscientemente. É necessário enxergarmos ainda que somos também partícipes e coniventes com ele. E enfim, assumirmos uma postura realmente contrária a isso, que prime pela igualdade humana, pelo respeito ao outro e por um desejo de um futuro melhor para o mundo e para todas as pessoas, independentemente de quaisquer qualificações preconceituosas relacionadas à cor, origem, sexualidade, ou crença religiosa...

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sábado, 21 de março de 2009

Velharia da Semana #5. (The Velvet Undergound & Nico)

Joy Division, Nirvana, Jesus and Mary Chain, Nine Inch Nails, David Bowie e Iggy Pop...

O que essas bandas têm em comum?

Todas elas consideram o Velvet Underground como uma de suas principais influências!

velvet und

Ilustração da capa de Velvet Undergroun & Nico. Criada por Andy Warhol.

O V.U. é uma banda formada em 1964 e que apresentava um som bem vanguardista para a época. Tanto é que seu primeiro álbum, The Velvet Underground & Nico, lançado em 1967 foi taxado de anti-comercial e obteve uma margem de vendas insignificante.

The Velvet Underground & Nico é uma álbum inovador, tanto musicalmente, quanto no que se refere às letras. Estas por sua vez, amplamente polêmicas, versam sobre drogas, sexo e ocultismo. A música Venus in Furs remete bastante ao livro homônimo de Leopold Von Sacher-Masoch (sim! É um livro sobre masoquismo, lançado em 1870. É do último nome deste autor que os psicanalistas se inspiraram para criar o nome, inclusive).

No que se refere ao som em si, dá para notar uma série de experimentalismos interessantes. Viola elétrica com cordas de violão e banjo, percussão, muitas distorções, afinações alternativas para os intrumentos, tudo isso foi usado para produzir um som bastante alternativo para aquele momento. Além disso, neste primeiro álbum há a presença, em três faixas, da modelo e cantora Nico, dona de uma ótima voz.

Melhores faixas (segundo minha opinião): Sunday Morning, Run Run Run, Venus in Furs, I'm Waiting For the Man, The Black Angels Death Song.

The Velvet Underground & Nico - Inlay

Verso da capa do álbum com a lista das músicas.

Curiosidades:

- O desenho da banana na capa de Velvet Underground & Nico é obra de Andy Warhol. As primeiras cópias lançadas nos EUA convidavam os fãs a descascá-la lentamente. Após isso, revelava-se uma banana com cor de carne. Warhol, foi ainda o "mentor" da banda, sendo depois expulso por divergências com os músicos.

- Lou Reed, guitarrista e vocalista, era o principal compositor da banda. Fã de autores polêmicos como William Burroughs e Allen Ginsberg, não via o porquê de deixar de tratar daqueles temas em suas letras.

- A presença de Nico na banda não era algo bem aceito pelos outros membros da banda. Era mais um imposição do produtor Warhol. Tanto é que após o lançamento do segundo álbum da banda a modelo foi "convidada" a sair. O próprio nome (The Velvet Underground & Nico) é uma clara exclusão à ela. Nico posteriormente se lançou a carreira musical solo onde fez excelentes trabalhos até a década de 80.

- O The Velvet Underground & Nico é considerado hoje em dia um dos maiores álbuns de todos os tempos. Foi inclusive colocado em 13.º lugar na lista dos "500 maiores álbuns" da revista Rolling Stone.

Por fim deixo vocês com o vídeo de Sunday Morning. Música bem legal, principalmente para quem estiver passando por aqui no domingo de manhã.

Abraços!

Sunday Morning - Vídeo

quarta-feira, 18 de março de 2009

Selos . # 2

Antes de tudo quero agradecer pelos selos recebidos nos últimos dias. Muito obrigado a todo mundo que se lembrou de mim e/ou do Soluço Mental.

Vamos lá!


O 01Brainstorn me presenteou com os seguintes selos:





As regras para repassar estes selos:
.
1 – Aceitar e exibir a imagem.
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3 – Escolher 15 blogs para entregar os Prêmios.

Pra Quem Quiser Ler
O Livro Que Quero Escrever
Rock de Paixão
Gothic Poesia
Espelho Inverso
Beleza no Imperfeito
Pra Ler no Banheiro
Coisas do Meu Âmago
Exoticlic
X-Fonte
Moça do Fio
Sei lá - My Colorful World
As Batalhas que Ainda não Venci...
Jornal da Lua
Quero Um Título

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O Para Quem Quiser Ler me presenteou com o seguinte selo:


Regras: Exibir o selo, indicar blogs e dizer o porquê das indicações.

O Livro Que Quero Escrever
01Brainstorn
Garota Pendurada
Cólica Mental
Sacadas do JP

Indico esses blogs porque seus donos além de fazerem um trabalho excelente também estão sempre passando por aqui e dando uma forcinha para o Soluço não se "calar". Além de tudo, são também alguns dos meus blogs favoritos.

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O Rock de Paixão, o 01Brainstorn e o Exoticlick indicaram o Soluço para:



Regras:
1) Exibir a imagem;
2) Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;
3) Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.

Indicados:

Piks Nickelodeon

Versão Vida S
Cera Quente
Estapifaluz
Sociedade dos Malas
Guia de Bolso
Galeria Virtual
A Estrovenga dos Corsários Efêmeros
Wissen zur Delemon
Blueberry Lover
Professora Elaine
Ex-Tragado
Nosso Blog
Universo e Prosa
O Pequeno Blog dos Horrores

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O Beleza no Imperfeito indicou para:



Repasso para:

Fio de Ariadne
Opinião Inútil
Opine no Blog
Carpete Bicolor
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Outra indicação do Beleza no Imperfeito.


As regras:

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”

2- Poste o link do blog que te indicou

3- Indique 10 blogs de sua preferência

4- Avise seus indicados

5- Publique as regras

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas

Indicados:

Do-gmas
Sociedade dos Malas
Butterflies & Hurricanes
01Brainstorn
Perder-se Também é Caminho
A Minha Travessa do Ferreira
Cristiane Marino
Eu Vivi eu Vi ou eu Ouvi
Artista de Mim
William Lial

Então é isso aí. Agradeço novamente a todos!

Abraços!

domingo, 15 de março de 2009

Velharia da Semana . # 4 (Easy Rider - Sem Destino)



Quem tem acompanhado aqui deve ter reparado que a tendência da sessão "Velharia.." tem sido de que em uma semana eu posto um filme e na outra algo relacionado a música.

Pois bem! Esta semana trago os dois de uma só vez!

Até porque se Easy Rider é um filmaço, sua trilha sonora não fica muito atrás. Sendo que alguns a consideram a melhor da história do cinema.


Leia ouvindo!

Já tratei brevemente deste filme numa postagem anterior que discutia a questão da liberdade. Porém, muito mais do que um hino à própria liberdade, Easy Rider é também uma brilhante crítica ao modo de vida estadunidense, ao consumismo, ao preconceito e à sociedade.

A base do roteiro é relativamente simples. Dois caras (Bill & Wiatt), após terem ganhado uma boa grana com a venda de drogas para um sujeito, saem com suas motos pelos EUA. Porém, muito mais do que narrar a viagem de dois porra-loucas motoqueiros o filme de Denis Hopper e Peter Fonda (que também fazem o papel dos dois personagens principais) se demonstra brilhante na articulação dos diálogos e na relação entre imagem e música.

Um dos melhores diálogos se dá entre os dois motoqueiros e George Hanson (interpretado por Jack Nicholson), um advogado alcoolatra que acaba seguindo viagem com eles. Transcrevo aqui:
Justificar--------------------------------------------------------------------------------------------

George: Sabem, este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele.
Billy: Todos viraram covardes, é isso. Não podemos nem ficar num hotel de segunda, aliás, num motel. O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.
George: Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.
Billy: Cara, para eles, só representamos alguém que deveria se cortar o cabelo!
George: Não. Vocês representam para eles a Liberdade.
Billy: E qual o problema?! Liberdade é legal!

George: É verdade, é legal mesmo. Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.Mas nunca diga a alguém que ele não é livre… Por que ele vai tratar de matar e aleijar para provar a você que ele é. Eles falam e falam sem parar de Liberdade Individual… Mas quando vêem um Indivíduo Livre, ficam com medo.
Billy: Eu não boto ninguém pra correr de medo.
George: Não. É você quem corre perigo.

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Como já disse, a trilha sonora é um dos destaques. Se não bastasse a música Born to be Wild, da banda Steppenwolf, que se converteu num hino às motocicletas, tem ainda muita coisa boa. Passando do Folk ao Psicodélico, temos uma série de clássicos do rock tocados por Bob Dylan, The Experience Hendrix, The Band, The Byrds e Roger McGuinn. [Clique aqui para ver a lista com todas as músicas.]

Curiosidades:

- Apesar de não ter levado a Palma de Ouro, Easy Rider foi aclamado em Cannes.
- Foi o filme que converteu Jack Nicholson à condição de astro, devido a sua brilhante atuação como o advogado que encontra os dois motoqueiros e segue viagem com os mesmos.
- Diz-se (não tenho fontes confiáveis) que os atores realmente consumiram maconha durante as filmagens. Eah... (Dar realismo ao filme é importante, né? rsrs)
- A motocicleta dirigida pelo personagem interpretado por Fonda recebeu o apelido de Capitão América, devido ao fato de ter sido toda estilizada a partir da bandeira do EUA.


- Os nomes dos dois motoqueiros são uma alusão aos dois maiores foras-da-lei do Velho Oeste norte-americano: Billy, The Kid e Wiatt Earp.


Easy Rider é um clássico do cinema. Quem realmente curte não pode deixar de ver, há uma série de cenas geniais. E quem curte um bom rock também não pode deixar de conferir a trilha sonora. E eu fico por aqui, ouvindo algumas coisas dela e curtindo esse domingo morno. hahaha! Abraços !



quarta-feira, 11 de março de 2009

O Labirinto da Solidão de Octávio Paz .

créditos pela imagem: lunita


O que é a solidão? Por que ela tanto nos incomoda? Por que tantas vezes nos sentimos tão sós em face ao mundo?
Talvez as seguintes palavras não tragam essas respostas, mas sejam, de certo modo, um trampolim para ajudar um pouco a compreender isso:

“A solidão, o sentir-se e saber-se só, desligado do mundo e alheio a si mesmo, separado de si, não é característica exclusiva do mexicano. Todos os homens, em algum momento da vida sentem-se sozinhos; e mais: todos os homens estão sós. Viver é nos separarmos do que fomos para nos adentrarmos no que vamos ser, futuro sempre estranho. A solidão é a profundeza última da condição humana. O homem é o único ser que sente só e o único que é busca de outro. Sua natureza – se é que podemos falar em natureza para nos referirmos ao homem, exatamente o ser que se inventou a si mesmo quando disse “não” à natureza – consiste num aspirar a se realizar em outro. O homem é nostalgia e busca de comunhão. Por isso, cada vez que sente a si mesmo, sente-se como carência do outro, como solidão”.

PAZ, Octávio. O labirinto da solidão e Post-scriptum; tradução de Eliane Zagury. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1984. p. 175.

Esta com certeza é apenas uma das passagens mais belas deste trabalho do escritor mexicano Octávio Paz. O Labirinto da Solidão foi escrito entre os anos de 1948 e 1949 e publicada em 1950. Seu principal fio condutor é uma reflexão a respeito da solidão do povo mexicano. O que ocorre, é que pelo menos segundo minha perspectiva, o livro ultrapassa o seu próprio objetivo. Revela-se uma impressionante reflexão do que é esse sentimento não apenas para o povo do México, mas também para o homem universal.

Discorrendo sobre as constantes imposições culturais, sua assimilação e a forma com que isto se manifesta na maneira do mexicano perceber o mundo, o escritor consegue estabelecer uma brilhante discussão de como a própria solidão representa uma lacuna entre o que se é e o que se almeja ser. O que se almeja ser, de certo modo, é reflexo das imposições sociais constituídas por aqueles que estão no poder, que ao levarem apenas em conta seus projetos mantenedores de sua influência, não levam em conta a forma com que os povos reconhecem a si próprios.

É assim, que observa o México. Primeiramente vendo suas raízes indígenas serem consumidas pela imposição cultural do colonialismo espanhol. Depois com as imposições de governos de caráter positivista / nacionalista que ao levar a cabo o progresso, não consideravam a realidade do país, tanto nos aspectos culturais, quanto econômicos e sociais. Em seguida, a própria revolução mexicana que se de início o autor caracteriza como uma tentativa de reencontro, acaba posteriormente não se efetivando capaz de fazer com que o mexicano se reconheça.

Nesse sentido o autor coloca que o mexicano é um ser que se encontra perdido. Utiliza-se então, como metáfora, a história do Fio de Ariadne. Ou seja, o mexicano está num labirinto, e espera que o fio o conduza novamente a suas origens. Enfim, é sentimento de solidão que anseia por uma saída que o liberte, que é ao mesmo tempo o lugar de onde emergiu.

Um dos capítulos que considero mais tocante é o que trata das “máscaras mexicanas”. O mexicano, para Paz, é um ser que sempre recorre ao mimetismo, que se camufla, que se esconde para que ninguém possa descobrir quem ele é e torná-lo vulnerável. Então lanço a questão: o que fazemos senão isso? Não estamos sempre presos num invólucro seguro, que nos permite esconder nosso pior lado e mostrar só o que é agradável para a sociedade? Não estamos sempre mantendo segredos a sete chaves que poderiam nos fazer parecer frágeis ou nos tornar mais fracos perante os outros? Não estamos, na maior parte do tempo, camuflados sob um falso eu, simplesmente para sermos aceitos?

Enfim, o que posso dizer é que é uma obra excelente. E com toda a certeza eu não seria capaz de abordá-la em todos os seus pontos brilhantes, que são tantos, numa simples postagem de blogue. Mas deixo aqui a dica para quem se interessar... Leiam se possível.

P.S.: Não curto ficar deixando links de download e essas coisas. Mas para quem se interessar e tiver dificuldades para encontrar o livro, digo que o tenho digitalizado. Tem algumas pequenas falhas, mas nada que impeça a leitura.
Entrem em contato e eu o repasso. Abraços!

Para conhecer um pouco mais:
  1. Alguns poemas de Octávio Paz
  2. Artigo interessante sobre o "Labirinto". Por Maria Alice Aguiar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Incertezas .


créditos pela imagem: Flávia Barbieri


Nada do que eu disser de mim vai ser real

Afinal, nunca se sabe o que se é ou já se foi...

E aquele que diz deter o maior conhecimento de si

Também é o detentor das maiores incertezas.


Neste mundo de mentiras

Onde os lúcidos são sobrepujados pelos tolos

Vagas não há!

Para o justo, o sincero e o que se preocupa...

Com o rumo para que as coisas andam...

Com o sangue derramado a todo instante...


Meu “sair de mim” é sentimento de estranheza

Como o andar solitário de um marciano que vaga em solo venusiano


É preciso encontrar algo com que possa me reconhecer

E estabelecer um elo mais forte que o das correntes de puro aço

Algo complicado, pois na constante deterioração de nosso mundo

Parece não haver mais muitas bases para o amor.


Uma rajada de ar chega bruscamente tentando adentrar uma garrafa qualquer.

Procurando enfim fazer parte de algo...

Mas o frasco não é capaz de suportar e rapidamente revela-se quebrável...

Sufoca-o, pois é incapaz de contê-lo em toda sua plenitude...


Logo tenta retornar ao espaço comum...

Pelo menos ali existia a sensação de alguma liberdade



Mas essa possibilidade de ir e vir quando quiser

Não tem muito sentido quando não se tem um lugar muito certo para ir...


Quando não há uma rota predefinida e se segue caminhando

Tornar-se perdido é questão de tempo...

Já que uma nau vagando em mares desconhecidos

Dificilmente encontrará suas Índias,

mesmo quando seu capitão é capaz de perceber que estas na verdade são Américas

(Do norte, centro e sul... A rosa dos ventos não tem o perfume que exala junto à brisa...).


É preciso então traçar um plano...

Mas planos são facilmente desarticulados pelo imprevisível

E nem mesmo os gurus que dizem tudo ver na obscuridade do que vai ser

Podem desanuviar o amanhã

e dizer que ele será de fato o que se viu numa bola de cristal.






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sábado, 7 de março de 2009

Velharia da Semana . # 3 (Funkadelic - Maggot Brain)


Quando você pensa em funk o que lhe vem à cabeça?

Cachorras? Pancadão? Tchutchuca? Chapa Quente?

Espera! Apaga isso tudo! Tenho uma outra perspectiva de funk que talvez lhe agrade mais. Estou falando do funk estadunidense que surgiu a partir dos anos 60 e que tem bastante coisa legal.

E dessa esteira saiu uma super-banda que no mínimo merece muito ser ouvida: o Funkadelic. Somzaço que mistura o próprio funk, jazz, rock psicodélico, soul music tocado por excelentes músicos liderados por George Clinton.

O álbum tido como o mais bem conceituado desta banda é o Maggot Brain (1971). Vou deixar aqui as faixas dele:

1. "Maggot Brain" (George Clinton, Eddie Hazel) – 10:20
2. "Can You Get to That" (Clinton, Ernie Harris) – 2:50(released as a single-Westbound 185)
3. "Hit It And Quit It" (Clinton, Billy Bass Nelson, Garry Shider) – 3:50(released as a single-Westbound 198)
4. "You and Your Folks, Me and My Folks" (Clinton, Judie Jones, Bernie Worrell) – 3:36(released as a single-Westbound 175)
5. "Super Stupid" (Clinton, Hazel, Nelson, Tawl Ross) – 3:57
6. "Back in Our Minds" (Fuzzy Haskins) – 2:38
7. "Wars of Armageddon" (Clinton, Tiki Fulwood, Ross, Worrell) – 9:42


Não vou me alongar demais aqui hoje. Simplesmente confira (ou não)! Vou deixar aqui uma amostrinha. Espero que gostem.



*Ahhh... Notei alguns comentários pedindo músicas mais "funkeadas" do Funkadelic. Isso é fácil de encontrar. Procurem coisas também com os seguintes nomes: Parliament e P-Funk. A primeira é uma banda também do Clinton mais voltada para esse tipo de som. E a segunda é a sua junção com o Funkadelic (as duas bandas já tinham alguns músicos em comum). Além disso, vale citar que essas bandas são tidas como umas das principais influências de outras mais recentes tais como: Faith No More e Red Hot Chili Peppers.

Abraços! Até mais!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Louco é você !

créditos pela imagem: Vicintosh 87 (termos para uso).



Domingo, uma da tarde. Um senhor aborda um jovem rapaz que estava próximo e usava capa de borracha e guarda-chuva debaixo de um sol de rachar mamona.


- Hey, o que faz aqui? Esse calor e você vestido desse jeito? E ainda com guarda-chuvas?


- Eu? Tá falando comigo, tio? – retrucou o doidinho.


- Não, não... Tô falando é com esse vaso de plantas aí ao seu lado... Oras! É claro que é com você! Tem mais alguém aí? – disse o velho já bravo com o jeito sonso do doidinnho.


- Vai saber, né? – disse o louquinho após dar uma conferidinha a sua volta para confirmar se não havia ninguém mesmo.

As pessoas andam muito estranhas. Vai ver que você é desses que fala sozinho e tal...


- Seu atrevido! Está insinuando que eu sou louco? – esbravejou o velhinho.


- Claro que não. Só estou dizendo que parece... – falou sorrindo o doidinho.


- Há – há – há! – gargalhou ironicamente o velho - E quem é você para dizer que eu pareço louco? Veja só você! Olhe como está vestido para esse tempo... E ainda querendo dizer algo a meu respeito... Aff!


- Bem... – disse o doidinho de maneira quase como que um suspiro – é que sou louco e moro neste hospício aqui do lado. Logo, eu acho que entendo da coisa e sei muito bem quando vejo outro cara meio lelé...


- Olha! Pois vou lhe dizer. Eu sou formado em história, já tive uma banda de rock, trabalhei para o serviço secreto francês e hoje em dia escrevo livros de auto-ajuda. – falou o velho de maneira muito confiante no que fazia.


- Hehe! É doido mesmo...- disse o doidinho esboçando um risinho bobo.


- Como ousa!? Seu... Seu... Seu biruta! – falou o velho já muito raivoso com o rapaz.


- É que sei lá... Para mim quem faz história não bate muito bem. E se tem uma profissão que tem gente esquisita é essa de historiador. Conheço um punhado que ou é assumidamente doido, ou que todo mundo diz que é. Depois tem que esse negócio de que banda de rock é coisa de gente que não bate bem. Sempre foi assim... Keith Moon, Sid Vicious, Frank Zappa, Alice Cooper... Enfim, tem uma pá de gente que por pouco não saí rasgando dinheiro por aí... Ah, tava lembrando... Dizem que aquele tal Morrison do Doors também virou agente secreto na França e está vivo até hoje. Ah, sim... Deve que o Elvis mora numa fazendinha no Texas também... Hehe!


- Hummm... Tá bem. Até posso concordar um pouquinho com você sobre algumas coisas que você disse. Mas quero ver o que pode dizer de livros de auto-ajuda. Milhares de pessoas já compraram meus livros...


- Ah...Para mim isso é coisa de lunático também. – disse mansamente o louquinho.


- Fiquei por entender... – o velho muito confuso.


- Ora... - disse o louquinho antes de lançar uma explicação ao velho – Veja o Paulo Coelho... Já posou de mago e escreveu sobre a pedra-filosofal e faz sucesso com esse tipo coisa. Para mim isso não é coisa de gente que bate bem dos ponteiros... E sobre esse lance de quantidade também sei não, heim! Um monte de gente compra cd de axé e funk carioca. Vai me dizer que aquilo é realmente bom?


- Hummm... Peraí! Em que ponto você quer chegar? Está por acaso dizendo que tudo que faço é coisa de doido? Ou pior... Está dizendo que eu sou louco? – indagou o velho.


- Dizem por aí que o pior louco é aquele que não sabe da própria loucura. – disse o louquinho num tom meio sarcástico.


- Ora, seu miserável! Pois vou lhe dizer uma coisa: Não sou, nunca fui e jamais serei biruta! Isso é coisa de gente demente como você!


- Hehe! Normal você ficar bravo com isso. Meus amigos dali do hospício também costumam ficar quando lhes digo essas coisas. Um deles pensa que é um avião inclusive... – disse o louquinho enquanto mexia num botão de sua capa que estava para se soltar.


- Ah, quer saber? Vou embora! Tenho mais coisas para fazer...

E então saiu o velho... Derramando para todo lado seus resmungos enquanto caminhava em direção ao seu disco voador imaginário...




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terça-feira, 3 de março de 2009

Selos . # 1

Nesta última semana o Soluço Mental recebeu seus primeiros selos, numa quantidade de indicações que me deixou até surpreso (hehe!). Creio que isso seja um sinal de que nem sou tão péssimo assim o trabalho feito aqui já consegue agradar a alguns e isso já me deixa muito feliz. Obrigado a todos pelo reconhecimento.

Vamos ao que interessa:

O primeiro selo foi presenteado pela Elaine, que tem um blog muito legal sobre educação e outros temas e que sempre prestigia nosso trabalho.



Regras: Indicar cinco blogs. Avisá-los sobre a indicação. Linkar o blog que lhe presenteou com o selo.
Indico:

- O Livro que quero escrever (Que além de trazer o novo e excelente projeto que o Rodrigo vêm trazendo e que vale muito a pena conferir)
- Garota Pendurada (Sempre com os textos muito lúcidos e legais da Nat Valarini)
- Rock de Paixão (Blog onde o Willian faz um excelente trabalho sobre rock em geral)
- Opine no Blog (Com as opiniões sempre bem articuladas e marcantes do Fernando e da Ananda)
- Gothic Poesia - Nothing has Sense (Blog onde o Felipe divulga belas poesias com influências góticas de sua autoria)


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Os três selos a seguir foram dados pelo Felipe do Gothic Poesia - Nothing has Sense.





Vou indicar cinco blogs para receber estes três selos:

- Butterflies & Hurricanes (Além dos textos serem muito bem escritos tratam de um mal que pouca gente conhece, porém muito comum: a Co-dependência. Vale conferir...)
- Sociedade dos Malas (Que na minha humilde opinião é um dos melhores blogs de variedades que conheço)
- X-Fonte (Blog muito legal da Dani que além de tudo é uma simpatia de pessoa)
- Professora Elaine (que também curto muito e já comentei acima)
- Aquelas Músicas (Onde o Cauê faz um bom trabalho bem interessante)

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O quinto selo recebido foi o "Gostei do que li", presenteado pelo blog O Livro que quero escrever e pelo Aquelas Músicas . Vou indicar dois blogs para recebê-lo:



- Opinião Inútil (Sempre com as opiniões que na verdade são bem úteis da Ananda)
- Surupanga News (Trabalho bem legal do Sampaio)

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O sexto selo foi presente dos blogs Garota Pendurada , Gothic Poesia - Nothing has Sense e do X-Fonte. Indicarei:



- O pequeno blog dos Horrores (onde a Márcia também faz um excelente trabalho).

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O sétimo selo foi indicação do Rock de Paixão. Repasso para:

- A Estrovenga dos Corsários Efêmeros (Que trata de assuntos diversos sempre com bom humor e sensatez)




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O oitavo selo veio do Garota Pendurada. Indico:



- Cera Quente (Blog da Leela que trata de coisas cotidianas, mas que é bem interessante e não cai no que poderia ser piegas)
- Beleza no Imperfeito (Bom blog da Lis, que além de tudo é uma pessoa de primeiríssima qualidade)
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O nono selo veio do Garota Pendurada e do X-Fonte. Repasso para:



- Versão Vida (Onde o Vítor faz um trabalho bem interessante e que vale a pena conferir)
- Blueberry Lover (Blog bem legal da Patrícia onde registra um pouco do que lhe acontece e que recomendo a todos)
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E o décimo selo foi indicado pelo Gothic Poesia e pelo Rock de Paixão. E vou repassá-lo para:



- Wissen zur Delemon (Onde o amigo Delemon está começando um blog que promete se tornar excelente).

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Obrigado a todos pelas indicações. De certa forma essas lembranças nos fazem ficar ainda mais animados para continuar fazendo isso aqui. Abraços!