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domingo, 19 de abril de 2009

Velharia da Semana #8 . (MC5 - Kick Out The Jams - 1969)

mc5kickoutthejams
Se tem uma banda dos anos 60 que conheço e que destoa de praticamente de todas as outras da década, certamente é o MC5.
Em tempos psicodélicos e de músicas viajantes e alucinadas, os caras faziam um som mais cru e bastante agressivo. Tanto é que alguns a classificam como proto-punk (algo como um antecedente do punk-rock) e outros a concebem como uma das bandas cujo som deu origem ao Metal.
Sobre isso, o vocalista Rob Tyner, os definiu muito bem certa vez: "fomos punks antes dos punks, new wave antes da new wave, metal antes do metal e MC antes do Hammer surgir".
Muito se fala também da postura política do grupo, que foi bastante perseguido pela polícia por conta disso. Mas o mais certo é que eles acabaram se envolvendo em tais questões, devido à influência de John Sinclair, que viria a se tornar empresário dos caras. Sinclair foi, entre outras coisas, o fundador dos White Panthers, um movimento inspirado nos Panteras Negras (Vale ressaltar que não era um grupo racista, eles apenas copiavam algo da forma de organização dos Black Panthers. O que queriam era simplesmente mais liberdade numa forma que muitos julgariam como radical e que se reflete no seu lema "Rock’n’Roll, Dope and Fucking in the Street").
De início, o interesse dos MC5 nada mais era que fazer um som que lembrasse os motores das corridas que ocorriam em Detroit, cidade estadunidense famosa pelas montadoras automobilísticas. O próprio significado da sigla que dá o nome da banda é uma referência à cidade dos motores: Motor City Five.
Mas indo ao que interessa, o álbum que sugiro aqui hoje é o Kick out the Jams [tracklist aqui], que mostra a banda na forma que os caras mais curtiam tocar: se apresentando num show lotado. A música que dá o nome ao disco é um clássico, sendo regravada por bandas mais atuais como Peal Jam e Rage Against The Machine (versão bem legal desta última inclusive).
Ouça Kick Out the Jams
Além dela, outras faixas são bem interessantes como Starship (criada em conjunto com o jazzista Sun Ra) e Ramblin' Rose.
Bom, acho que vale a pena conhecer, principalmente para quem curte algo de punk-rock ou um som mais sujo...
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Fatos, ressalvas e blá, blá, blá.
- Estou lendo uma HQ bem legal e gostaria de indicar, apesar de que alguns devem conhecer. Chama-se Camelot 3000. Coisa fantástica que mistura a lenda do Rei Arthur, alienígenas, visão de um futuro sombrio para a humanidade, belos desenhos e crítica à sociedade e à política. Talvez quando acabar venha a criar uma postagem sobre ela de uma maneira mais detalhada.
- Bah, é domingo. Acho que estou com a mente meio lerda. Nem tenho muito o que dizer aqui. Sorte de vocês que vou poupá-los de minhas bizarrices. Até a próxima postagem. Abraços!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Velharia da Semana # 7 - The Super Super Blues Band.

The_Super_Super_Blues_Band_

Adoro blues. E uma das coisas mais legais que já encontrei por aí foi a The Super Super Blues Band, que como o nome já diz é uma super mega banda.

Os integrantes? Nada menos que três lendas do blues: Muddy Watters, Howlin' Wolf e Bo Diddley.

Simplesmente algo fantástico. Não é algo muito conhecido, mas para quem curte o bom e velho blues, com certeza valerá muito a pena.

Não tenho muito o que dizer. Mas deixo um sonzinho para quem quiser ouvir.

 

 

 

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Fatos, Ressalvas e Etc.

- Meu feriado em Araxá foi conturbado.

- Tomei um monte de remédios para insônia, para que eu pudesse descansar e fiquei a maior parte do tempo dopado e dormindo. Fui atacado pela cadela de estimação da minha tia, que perfurou meu braço com os dentes. E também peguei uma gripe chata que ainda perdura. Enfim, azar pouco é bobagem! ^^

- Me sinto completamente alienado do mundo e de todo resto. À excessão de um filme que vi na madrugada de sábado, não fiz nada de interessante. Além de não ter visto tv, ouvido rádio, lido algum jornal ou revista. Será que vou conseguir me reinserir à civilização?

- Ah... na verdade acabei vendo um filme sobre Jesus também. Achei interessante e mudei um pouco minha perspectiva das coisas. Ainda não sou cristão, mas acho que pelo menos se as pessoas seguissem um bocado das coisas que ele pregava o mundo seria melhor. O problema são essas religiões e a forma com que as pessoas sempre distorcem tudo o que há de bom nelas. :p

- Abraços! E bom início de semana .

domingo, 5 de abril de 2009

Velharia da Semana #6 (Álbum Musical: Loki - Arnaldo Baptista / Filme: Mephisto)

Pois bem. Como semana passada eu não consegui postar a "Velharia da Semana", por estar envolvido com o projeto do Lado B (novo blog que participo), hoje trarei aqui dois trabalhos que considero geniais.

O primeiro é o álbum Loki do Arnaldo Baptista, gravado em 1974. Ex-líder dos Mutantes, ex da Rita Lee e talvez o artista mais genial do rock nacional (apesar de ser geralmente bastante injustiçado e não tão reconhecido quanto deveria ser).

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Capa de Loki. Clique para ver a imagem ampliada.

Faz um bom tempo que conheci e me tornei  fã dos Mutantes, antes mesmo de ter começado essa "ondinha de festins" sobre eles, em especial nos meios universitários. Mas, confesso, mesmo tendo sempre ouvido falar, que só fui ouvir este trabalho do Arnaldo por esses dias agora.

Também não tive a oportunidade de ouvir os trabalhos dele solo ou com a banda Patrulha do Espaço. Porém, acho que já ouvi Loki umas trinta vezes ou mais, e é uma das coisas mais lindas que já entraram pelos meus ouvidos.

Gravado meio que às pressas, por um artista cheio de problemas pessoais e parecia querer se expressar o mais urgentemente, reflete sua angústia e sua genialidade. Destaque para o piano de Arnaldo e para o fato de que quase todas as músicas não usam instrumentos de cordas (à excessão da última faixa "É fácil", que é usado um violão de 12 cordas, tocado pelo próprio Arnaldo). Além, é claro das letras que além de serem lindas, são muito pessoais e representam o momento conturbado que ele vivia, em especial devido às drogas e ao fim dos Mutantes e do casamento com Rita Lee.

Como eu sou um cara muuuuito legal vou deixar aqui as faixas do álbum para quem se interessar, além de uma amostrinha para vocês ouvirem enquanto falarei de Mephisto.

Faixas do Álbum:

1. Será Que Eu Vou Virar Bolor?

2. Uma Pessoa Só

3. Não Estou Nem Aí

4. Vou Me Afundar Na Lingerie

5. Honky Tonky

6. Cê Tá Pensando Que Eu Sou Lóki?

7. Desculpe

8. Navegar De Novo

9. Te Amo Podes Crer

10. É Fácil

Ouça: Será que Vou Virar Bolor?

 

 

Agora vamos a Mephisto. Apesar de nem considerá-lo um filme tão "velharia" assim (é de 1981), não poderia deixar de falar dele, já que é um dos melhores sobre o nazismo que pude assistir.

mephisto

Mephisto. 1981. Clique para ver ampliada.

É ainda uma crítica à alienação e ao alheamento político. A história do filme é mais ou menos assim:

Durante o período entre a Primeira e a Segunda Guerra, um ator de teatro que não tem uma grande convicção política constrói sua carreira até o momento em que o Nazismo ascende na Alemanha. Com o tempo ele se tornará o artista mais apreciado em todo o país e tidos como um dos exemplos para o regime.

O que ocorre é que com isso é constantemente obrigado a abdicar de pessoas que ama e de algumas de suas poucas convicções políticas. Sua esposa, por seu passado ligado a esquerda é obrigada a se refugiar na França. Sua amante, por ser negra, também é obrigada a sair do país, por imposição das autoridades nazistas que diziam que aquilo poderia manchar a reputação do regime e do próprio artista para com a sociedade.

Mephisto foi produção conjunta entre Áustria, Hungria e Alemanha e foi dirigido por István Szabó. O nome é uma alusão ao personagem Mephistófeles, o demônio que compra a alma de Fausto no clássico de Goethe[disponibilizada on-line nesta página do site da UFSC]. No filme, interpetando Mephisto é que o personagem principal do filme iria ver sua carreira se consolidar.

E então é isso. Assistam se possível, porque é um filme excelente, tanto na sua estética, pelas brilhantes atuações e também pela belíssima fotografia.

Por hoje é só. E quem puder, dê uma passadinha amanhã no Lado B, pois é meu dia de postar. Abraços!

sábado, 21 de março de 2009

Velharia da Semana #5. (The Velvet Undergound & Nico)

Joy Division, Nirvana, Jesus and Mary Chain, Nine Inch Nails, David Bowie e Iggy Pop...

O que essas bandas têm em comum?

Todas elas consideram o Velvet Underground como uma de suas principais influências!

velvet und

Ilustração da capa de Velvet Undergroun & Nico. Criada por Andy Warhol.

O V.U. é uma banda formada em 1964 e que apresentava um som bem vanguardista para a época. Tanto é que seu primeiro álbum, The Velvet Underground & Nico, lançado em 1967 foi taxado de anti-comercial e obteve uma margem de vendas insignificante.

The Velvet Underground & Nico é uma álbum inovador, tanto musicalmente, quanto no que se refere às letras. Estas por sua vez, amplamente polêmicas, versam sobre drogas, sexo e ocultismo. A música Venus in Furs remete bastante ao livro homônimo de Leopold Von Sacher-Masoch (sim! É um livro sobre masoquismo, lançado em 1870. É do último nome deste autor que os psicanalistas se inspiraram para criar o nome, inclusive).

No que se refere ao som em si, dá para notar uma série de experimentalismos interessantes. Viola elétrica com cordas de violão e banjo, percussão, muitas distorções, afinações alternativas para os intrumentos, tudo isso foi usado para produzir um som bastante alternativo para aquele momento. Além disso, neste primeiro álbum há a presença, em três faixas, da modelo e cantora Nico, dona de uma ótima voz.

Melhores faixas (segundo minha opinião): Sunday Morning, Run Run Run, Venus in Furs, I'm Waiting For the Man, The Black Angels Death Song.

The Velvet Underground & Nico - Inlay

Verso da capa do álbum com a lista das músicas.

Curiosidades:

- O desenho da banana na capa de Velvet Underground & Nico é obra de Andy Warhol. As primeiras cópias lançadas nos EUA convidavam os fãs a descascá-la lentamente. Após isso, revelava-se uma banana com cor de carne. Warhol, foi ainda o "mentor" da banda, sendo depois expulso por divergências com os músicos.

- Lou Reed, guitarrista e vocalista, era o principal compositor da banda. Fã de autores polêmicos como William Burroughs e Allen Ginsberg, não via o porquê de deixar de tratar daqueles temas em suas letras.

- A presença de Nico na banda não era algo bem aceito pelos outros membros da banda. Era mais um imposição do produtor Warhol. Tanto é que após o lançamento do segundo álbum da banda a modelo foi "convidada" a sair. O próprio nome (The Velvet Underground & Nico) é uma clara exclusão à ela. Nico posteriormente se lançou a carreira musical solo onde fez excelentes trabalhos até a década de 80.

- O The Velvet Underground & Nico é considerado hoje em dia um dos maiores álbuns de todos os tempos. Foi inclusive colocado em 13.º lugar na lista dos "500 maiores álbuns" da revista Rolling Stone.

Por fim deixo vocês com o vídeo de Sunday Morning. Música bem legal, principalmente para quem estiver passando por aqui no domingo de manhã.

Abraços!

Sunday Morning - Vídeo

domingo, 15 de março de 2009

Velharia da Semana . # 4 (Easy Rider - Sem Destino)



Quem tem acompanhado aqui deve ter reparado que a tendência da sessão "Velharia.." tem sido de que em uma semana eu posto um filme e na outra algo relacionado a música.

Pois bem! Esta semana trago os dois de uma só vez!

Até porque se Easy Rider é um filmaço, sua trilha sonora não fica muito atrás. Sendo que alguns a consideram a melhor da história do cinema.


Leia ouvindo!

Já tratei brevemente deste filme numa postagem anterior que discutia a questão da liberdade. Porém, muito mais do que um hino à própria liberdade, Easy Rider é também uma brilhante crítica ao modo de vida estadunidense, ao consumismo, ao preconceito e à sociedade.

A base do roteiro é relativamente simples. Dois caras (Bill & Wiatt), após terem ganhado uma boa grana com a venda de drogas para um sujeito, saem com suas motos pelos EUA. Porém, muito mais do que narrar a viagem de dois porra-loucas motoqueiros o filme de Denis Hopper e Peter Fonda (que também fazem o papel dos dois personagens principais) se demonstra brilhante na articulação dos diálogos e na relação entre imagem e música.

Um dos melhores diálogos se dá entre os dois motoqueiros e George Hanson (interpretado por Jack Nicholson), um advogado alcoolatra que acaba seguindo viagem com eles. Transcrevo aqui:
Justificar--------------------------------------------------------------------------------------------

George: Sabem, este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele.
Billy: Todos viraram covardes, é isso. Não podemos nem ficar num hotel de segunda, aliás, num motel. O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.
George: Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.
Billy: Cara, para eles, só representamos alguém que deveria se cortar o cabelo!
George: Não. Vocês representam para eles a Liberdade.
Billy: E qual o problema?! Liberdade é legal!

George: É verdade, é legal mesmo. Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.Mas nunca diga a alguém que ele não é livre… Por que ele vai tratar de matar e aleijar para provar a você que ele é. Eles falam e falam sem parar de Liberdade Individual… Mas quando vêem um Indivíduo Livre, ficam com medo.
Billy: Eu não boto ninguém pra correr de medo.
George: Não. É você quem corre perigo.

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Como já disse, a trilha sonora é um dos destaques. Se não bastasse a música Born to be Wild, da banda Steppenwolf, que se converteu num hino às motocicletas, tem ainda muita coisa boa. Passando do Folk ao Psicodélico, temos uma série de clássicos do rock tocados por Bob Dylan, The Experience Hendrix, The Band, The Byrds e Roger McGuinn. [Clique aqui para ver a lista com todas as músicas.]

Curiosidades:

- Apesar de não ter levado a Palma de Ouro, Easy Rider foi aclamado em Cannes.
- Foi o filme que converteu Jack Nicholson à condição de astro, devido a sua brilhante atuação como o advogado que encontra os dois motoqueiros e segue viagem com os mesmos.
- Diz-se (não tenho fontes confiáveis) que os atores realmente consumiram maconha durante as filmagens. Eah... (Dar realismo ao filme é importante, né? rsrs)
- A motocicleta dirigida pelo personagem interpretado por Fonda recebeu o apelido de Capitão América, devido ao fato de ter sido toda estilizada a partir da bandeira do EUA.


- Os nomes dos dois motoqueiros são uma alusão aos dois maiores foras-da-lei do Velho Oeste norte-americano: Billy, The Kid e Wiatt Earp.


Easy Rider é um clássico do cinema. Quem realmente curte não pode deixar de ver, há uma série de cenas geniais. E quem curte um bom rock também não pode deixar de conferir a trilha sonora. E eu fico por aqui, ouvindo algumas coisas dela e curtindo esse domingo morno. hahaha! Abraços !



sábado, 7 de março de 2009

Velharia da Semana . # 3 (Funkadelic - Maggot Brain)


Quando você pensa em funk o que lhe vem à cabeça?

Cachorras? Pancadão? Tchutchuca? Chapa Quente?

Espera! Apaga isso tudo! Tenho uma outra perspectiva de funk que talvez lhe agrade mais. Estou falando do funk estadunidense que surgiu a partir dos anos 60 e que tem bastante coisa legal.

E dessa esteira saiu uma super-banda que no mínimo merece muito ser ouvida: o Funkadelic. Somzaço que mistura o próprio funk, jazz, rock psicodélico, soul music tocado por excelentes músicos liderados por George Clinton.

O álbum tido como o mais bem conceituado desta banda é o Maggot Brain (1971). Vou deixar aqui as faixas dele:

1. "Maggot Brain" (George Clinton, Eddie Hazel) – 10:20
2. "Can You Get to That" (Clinton, Ernie Harris) – 2:50(released as a single-Westbound 185)
3. "Hit It And Quit It" (Clinton, Billy Bass Nelson, Garry Shider) – 3:50(released as a single-Westbound 198)
4. "You and Your Folks, Me and My Folks" (Clinton, Judie Jones, Bernie Worrell) – 3:36(released as a single-Westbound 175)
5. "Super Stupid" (Clinton, Hazel, Nelson, Tawl Ross) – 3:57
6. "Back in Our Minds" (Fuzzy Haskins) – 2:38
7. "Wars of Armageddon" (Clinton, Tiki Fulwood, Ross, Worrell) – 9:42


Não vou me alongar demais aqui hoje. Simplesmente confira (ou não)! Vou deixar aqui uma amostrinha. Espero que gostem.



*Ahhh... Notei alguns comentários pedindo músicas mais "funkeadas" do Funkadelic. Isso é fácil de encontrar. Procurem coisas também com os seguintes nomes: Parliament e P-Funk. A primeira é uma banda também do Clinton mais voltada para esse tipo de som. E a segunda é a sua junção com o Funkadelic (as duas bandas já tinham alguns músicos em comum). Além disso, vale citar que essas bandas são tidas como umas das principais influências de outras mais recentes tais como: Faith No More e Red Hot Chili Peppers.

Abraços! Até mais!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Velharia da Semana . # 2 (Metropolis)



Esta semana vou colocar aqui um filme que gosto bastante: Metropolis.

Ainda me lembro a primeira vez que peguei para vê-lo. Logo vi o tempo de duração, constatei que era meio e longo e pensei: "Eah... acho que vou assistir isso parcelado em duas ou três vezes".
Afinal, estava vendo mais por obrigação, para entender um pouco melhor o que seria o tal do expressionismo alemão.

O que ocorreu é que esse filme mesmo sendo mudo, mesmo sendo em preto e branco e mesmo longo conseguiu me prender de tal forma que o vi de uma vez só (o.O) e deste então figura na minha modesta lista dos melhores filmes que já tive a oportunidade de ver. E isso tanto no que se refere ao que concebo como uma trama bem construída, tanto no que se refere ao excelente trabalho do diretor Fritz Lang em elaborar toda a áurea de uma cidade futurista que até hoje chega a impressionar quem vê.

Enfim, não vou chateá-los me alongando ainda mais sobre minhas impressões pessoais. Vou deixar aqui algumas imagens, uma breve sinopse, a ficha técnica e algumas curiosidades. E assistam se possível. Pois vale muito a pena para quem gosta de cinema de verdadeira qualidade.


Ficha Técnica

Título Original: Metropolis
Mudo / Preto e Branco
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (Alemanha): 1927
Site Oficial: www.kino.com/metropolis
Estúdio: Universum Film S.A.
Distribuição: Paramount Pictures / Kino International
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Fritz Lang e Thea von Harbou - baseado em livro de Thea von Harbou
Produção: Erich Pommer
Música: Gottfried Huppertz
Fotografia: Karl Freund e Günther Rittau
Direção de Arte: Otto Hunte, Erich Kettelhut e Karl Vollbrecht
Figurino: Aenne Willkomm

Elenco
Alfred Abel (Johhah "Joh" Fredersen)
Gustav Fröhlich (Freder Fredersen)
Brigitte Helm (Maria / Robô)
Rudolf Klein-Rogge (C.A. Rotwang)
Fritz Rasp (Slim)
Theodor Loos (Josaphat)
Heinrich George (Grot)
Erwin Biswanger (Georg)

Sinopse:

Enquanto os mais ricos vivem em magníficos arranha-céus numa cidade futurista do ano de 2026, os demais são obrigados a trabalhar isolados em seus subterrâneos. Esses operários veneram uma jovem, chamada Maria, e a seguem fervorosamente.
Um cientista cria um robô capaz de imitar perfeitamente um ser humano. Joh Fredersen, governante maior da cidade, ao descobrir a influência de Maria junto aos operários ordena que seja escondida e que tal robô fique no lugar dela e com isso faça com que os trabalhadores sigam o que ele bem entender.
O que não esperava no entanto é que seu filho, Freder, ao se aventurar pela Cidade dos Operários fosse se apaixonar pela verdadeira Maria.



Curiosidades

- Metropolis paradoxalmente costuma ser tido como expoente máximo do expressionismo alemão e ao mesmo tempo como momento derradeiro do movimento. Outros filmes expressionistas: O Gabinete do Dr. Caligari, Nosferatu, M - O Vampiro de Dusseldorf, Fausto, Nosferatu.

- O filme impressionou tanto a Hitler que este chegou a pedir que Goebbels, seu ministro do Povo e da Propaganda, fosse atrás do diretor Lang para que fizesse filmes para o Partido Nazista. Lang então saiu do país, onde chegou a criar filmes contra o próprio nazismo. No entanto, sua esposa The von Harbou, que simpatizava com os nazistas acabou aceitando a proposta e trabalhando para eles.

- À época, devido principalmente aos custos com cenários e a o grande número de figurantes, Metropolis foi a produção mais cara produzida na Europa.

- Fritz Lang não gostava da solução "conciliatória" que a esposa, que escreveu o roteiro, deu ao filme e à luta de classes. Chegava inclusive a afirmar que o final era falso. A mensagem contida no final se tornou célebre: "O mediador entre o cérebro e as mãos é o coração".

Bem... por hoje é só. Até a próxima.

P.S.: Eu não me esqueci dos selos recebidos esses dias. Vou dar um jeito de postá-los amanhã no máximo.


Abraços
.

Fontes
- Guia de DVD - 2002. Ed. Nova Cultural.
- Adoro Cinema
- Wikipedia
- Cinematógrafo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Velharia da Semana .

Resolvi criar esta sessão aqui no blog. Todos as semanas irei postar alguma "velharia" musical, cinematográfica, ou algo das antigas que eu julgar interessante.
Afinal, quando a coisa é boa não deve cair no esquecimento. ^^

E para começar vou colocar aqui um álbum de uma banda brasileira: Lar de Maravilhas (1975) da Casa das Máquinas.



Embora muitos se esqueçam ou simplesmente não a conheçam, certamente foi uma das bandas mais virtuosas e originais de toda a história da música produzida no Brasil.

Além do que este álbum é considerado por muitos como um dos melhores de rock progressivo já produzidos no Brasil. Vale muito a pena conferir este trabalho especialmente as seguintes músicas : a própria faixa título, "Vou Morar no Ar", "Cilindro Cósmico" e "Epidemia de Rock".

Faixas do Álbum:
  • "Vou Morar no Ar" (Netinho, Aroldo, Carlos Geraldo)
  • "Lar de Maravilhas" (Netinho,Aroldo, Carlos Geraldo, Pisca)
  • "Liberdade Espacial" (Netinho, Carlos Geraldo, Catalau)
  • "Astralização"
  • "Cilindro Cônico" (Netinho, Carlos Geraldo)
  • "Vale Verde" (Netinho, Pisca)
  • "Raios de Lua" (Netinho, Pisca, Catalau)
  • "Epidemia de Rock" (Netinho, Aroldo, Catalau)
  • "O Sol / Reflexo Ativo"
A Rede Tupi produziu um vídeo clipe da música "Vou Morar no Ar", que este logo abaixo. Confira!
Mas antes de qualquer comentário preconceituoso, lembre-se do contexto da época (ditadura militar decadente, mas nem por isso menos repressora do ponto de vista da censura artística) e da ousadia dos membros da banda, tanto no som como nos trejeitos.



© 1976 TV Tupi

Particularmente, também gosto bastante do terceiro álbum (posterior a esse) que é o "Casa de Rock" (1976), apesar dele ser voltado mais para um som mais "rock'n'roll". Vou deixar aqui então um clipe gravado para o Fantástico com a música que intitula com álbum.



© 1977 Globo Comunicações e Participações S.A.


Espero que tenham gostado.

Por hoje é só!

Até a próxima!


Fontes: Wikipedia, Rock Progressivo Brasil, K7-Vinil, Espaço do Casa das Máquinas Vila Bol.