Créditos pela Imagem: ElissaMeyers
Era uma vez um planetinha azul chamado Arret.
Arret era o único ponto do Sistema Ralos que se podia ter certeza que existia alguma forma de vida. Era ainda um lugar cheio de riquezas naturais e seus nativos podiam tirar de seu solo e suas águas tudo o que necessitavam para viver.
O problema é que retiravam o que bem entendiam e não se preocupavam se esses recursos poderiam se esgotar um dia. Os arretáqueos ainda viviam em guerra, pois o planeta era divido por comunidades e, por sua vez, cada uma destas se localizava em territórios distintos, o que fazia que nem todos tivessem o que necessitavam para vida individual e em sociedade.
Era evidente o contraste entre as comunidades do Norte e do Sul. As do Norte eram geralmente muito pobres e contrastavam com a riqueza das sulinas. E isso se agravava, pois existia um sistema econômico que beneficiava as comunidades do Sul, que sempre conseguiam ganhar em cima do Norte, mesmo que esse último fosse um lugar onde haviam mais recursos hídricos, matérias primas e até mesmo um óleo natural, chamado otrópleo, de onde saíam os principais combustíveis.
Existiam ainda muitos choques culturais, e quase nenhum respeito pela diversidade. Havia, por exemplo, uma comunidade sulina chamada Estados Unificados da Acirema, que pouco respeitavam as crenças religiosas e costumes dos países do Oeste. Sempre estavam prontos a se intrometer nos assuntos internos, muitas vezes com a conivência de órgãos tais como a OCU – Organização das Comunidades Unidas, que dentre suas responsabilidades estava a de zelar pela paz do planeta.
Os EUA, através de seus líderes, sempre usavam o pretexto de estarem defendendo os ideais de liberdade uniformizatória orientais. O que poderia ser compreendido nas entrelinhas como: “impedir que os bárbaros destruam a cultura hegemônica do Oeste”. Mas qualquer um que entendia um pouco mais de política sabia muito bem que o que queriam era ter controle sobre aquela região tão rica naturalmente.
Ocorria ainda que a cultura sul-oriental era muito predatória. As pessoas só queriam saber de consumir e consumir. E obviamente, um dia os recursos de Arret iriam acabar por conta dessa farra.
Logo, logo os líderes mundiais, a imprensa, empresas e outras organizações começaram a se dar conta disso. Foram feitas então várias campanhas que pregavam que as pessoas deveriam ter uma maior consciência ambiental para que a vida no planeta pudesse se prolongar.
Só que quando enfim enxergaram essa necessidade, as coisas já estavam num caminho em que havia poucas condições de contornar esses problemas. Em menos de cinqüenta anos o planeta já estava fadado à extinção total. Na melhor das hipóteses, alguns poucos pontos poderiam ser salvos. Dependia, logicamente, do fato de que esses lugares teriam tido uma menor expropriação de seus bens ambientais.
Como o Norte-Ocidental era uma região ainda cheia de recursos, a despeito da exploração desenfreada dos sulorientais, estes últimos começaram a realizar grandes correntes migratórias para lá. De início, as comunidades norteocidentais os receberam de portas abertas, mas com o tempo, em vista da impossibilidade de que todas aquelas pessoas pudessem ali se estabelecer, isso começou a se dar com uma série de restrições.
Como a situação era cada vez mais caótica, os líderes das comunidades do Sul, começaram a crer que era necessário tomar para si a autoridade sobre o Norte-Ocidente. Sob tais texturas foi que se deu a 5.ª Grande Guerra Arretana, que foi a pior que já se viu em todo universo.
O pior de tudo é que aquilo só serviu para dizimar mais rapidamente quase toda a vida do planeta Arret. Os poucos que ainda lá sobrevivem estão doentes e sua morte pode se dar a qualquer momento.
E apesar de a maré ir para um rumo que não é o mesmo que querem ir, eles ainda parecem acreditar que poderão se salvar, apesar de tanta coisa tornar isso inviável e quase impossível. Isso nos faz indagar algumas coisas. Será que existe alguma chance para eles? Será que eles podem construir ali um novo mundo, apesar de só restarem ruínas e cinzas ali?
Sinceramente, acho que não, mas aqueles derradeiros arretáqueos só ainda se mantêm erguidos por acreditarem que sim.

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Fatos, ressalvas e blá, blá, blá.
- Qualquer semelhança desse conto com a história de um outro planeta, NÃO é mera coincidência. :p
- Estou em dias inspirados. Está saindo tanta coisa de minha mente, que mal consigo escrever tudo que surge nela. Tá certo que nem tudo é algo que preste, mas pelo menos pratico a escrita com isso.
- Sobre selos: Vou dar um jeito de colocar eles em dia esta semana. xD
- Pegar ônibus em Uberlândia é um saco. Fato! Aliás, em qualquer lugar é.
- Cada um de meus dias deveria ter umas quarenta e oito horas. Mas isso também só funcionaria se as coisas que já faço se mantivessem com os períodos iguais (Só que tenho certeza, que se assim fosse dariam um jeito de fazer com que a gente tivesse que trabalhar mais). Enfim, mesmo estudando História, que é algo em que o tempo é fundamental, tenho de convir que ele é algo maldito. Isto é, pelo menos na perspectiva que a gente é obrigado a lidar com ele no nosso cotidiano.